Faz tempo que eu não escrevo
Faz tempo que eu não apareço por aqui.
É um clichê, mas tem faltado tempo.
Tem 6 meses e 2 semanas,
uma porção de Segundas Feiras
desde a Segunda Feira fatal
a Segunda feira que perdi meu irmão.
Sim foi numa segunda de começo de inverno
com uma manhã ensolarada e um tempo agradável.
Um céu azul, azul... Sem nenhuma nuvem.
Era 30 de Junho de 2014, no meio da Copa do Mundo
no Brasil, um acidente...
Um acidente fatal, matou o meu irmão querido.
Estava na terapia na hora que recebi a notícia da vóizinha trêmula do
meu filho de 12 anos, ele estava desesperado e entre soluços me disse:
"O Diego morreu mãe"
.........
Foi a notícia mais absurda que recebi
O telefonema mais indesejado da vida de qualquer pessoa.
A 1º coisa que vem a cabeça, é não acreditar, pensar ter havido um engano.
Eu olhava para o céu da varanda do consultório,
estava azul, muito azul, minhas pernas tremiam, a fome das 13 horas de repente
havia desaparecido, minha terapeuta sem saber o que dizer...
Não consegui falar com minha mãe, irmã, ninguém.
Podia ser um engano.
Minha mãe no seu estado aflito, do qual sou incapaz de descrever, ligou para minha casa,
sem se dar conta que a vóz do outro lado da linha não era minha, deu a notícia para o Logan.
Tadinho.
Tadinho de todos nós.
De todos nós que perdemos nosso Diego com seus recentes 28 anos completados.
Seus sonhos interrompidos numa manhã agradável de Inverno.
O Tchê me buscou na terapia, com os meninos, deixamos o Téo, com seus 11 meses com minha sogra e partimos para o Hospital Municipal da M' Boi Mirim, nós 3.
Toda a familia estava lá,
Foram horas de espera da liberação do corpo.
Fui no bar onde ele trabalhava com meu pai, suas coisas, sua assinatura...
Um desconsolo sem fim.
Minha mãe, desesperada mas controlada, meu pai silencioso e derrubado.
Meus outros 2 irmão desconsolados...
Fui pra casa,
Sem fome, sem sentido.
O mais triste estava por vim, o velório, as centenas de pessoas, de amigos, a namorada...
Um cemitério bonito, meu irmão lacrado, com os dentes serrados , um fio de sangue escorrendo.
1º de Julho de 2014 um dia triste.
Mais um dia bonito, frio com sol sabe?
Triste, infinitamente triste....
O Logan gritava na hora do sepultamento, meu sobrinho da mesma idade, chorava quieto aos soluços,
o padre que rezou a missa chorava entre uma fala e outra.
A vida segue
Meus pais seguem
Fiz as pazes com meu irmão mais novo,
a pedido da minha mãe,
a pedido das coisas da vida...
Meu irmão mais novo assumiu o posto dele, ao lado do meu pai no bar.
Minha irmã está reformando a casa.
Nossos filhos estão crescendo
A gente continua cheio de sonhos
Mas tem um buraco que fica.
Uma dor que vem e nos amassa de saudade.
As vezes acho que estamos conversando aqui em casa.
As vezes sinto a presença dele,
pode ser bobagem, pode ser só um desejo muito grande de vê-lo.
Mas eu sinto, até reclamei pra ele, que fazia muito tempo que eu não via ele, ele deu de ombros.
Ele era sem dúvidas a minha paixão entre os irmãos.
Eu amava aquele menino.
Eu era a criança mais feliz quando ele nasceu.
Perdi um pedaço de mim
perdi aquela parte que só o Diego conhecia
que só ele interpretava
Quando alguém assim vai embora, uma parte da gente vai junto.
Nunca, nunca mais vou falar de filosofia, cinema e dos nossos pais com o Diego.
Só no meu desejo de revê-lo e ter aquelas longas conversas.
Amo meu irmão, meu coração é só saudade e um lamento.
Por que?
Por que Meu Deus?
Por que tão jovem?
Por que tão rápido?
Quase todos os Domingos, lembro que foi seu ultimo dia, sua ultima noite,
e penso na morte, penso no fim... Tento mudar de pensamento.
Porque inevitavelmente fico triste.
E nunca mais vou ouvira Raul Seixas como antes...
Nunca mais...
Faz tempo que eu não apareço por aqui.
É um clichê, mas tem faltado tempo.
Tem 6 meses e 2 semanas,
uma porção de Segundas Feiras
desde a Segunda Feira fatal
a Segunda feira que perdi meu irmão.
Sim foi numa segunda de começo de inverno
com uma manhã ensolarada e um tempo agradável.
Um céu azul, azul... Sem nenhuma nuvem.
Era 30 de Junho de 2014, no meio da Copa do Mundo
no Brasil, um acidente...
Um acidente fatal, matou o meu irmão querido.
Estava na terapia na hora que recebi a notícia da vóizinha trêmula do
meu filho de 12 anos, ele estava desesperado e entre soluços me disse:
"O Diego morreu mãe"
.........
Foi a notícia mais absurda que recebi
O telefonema mais indesejado da vida de qualquer pessoa.
A 1º coisa que vem a cabeça, é não acreditar, pensar ter havido um engano.
Eu olhava para o céu da varanda do consultório,
estava azul, muito azul, minhas pernas tremiam, a fome das 13 horas de repente
havia desaparecido, minha terapeuta sem saber o que dizer...
Não consegui falar com minha mãe, irmã, ninguém.
Podia ser um engano.
Minha mãe no seu estado aflito, do qual sou incapaz de descrever, ligou para minha casa,
sem se dar conta que a vóz do outro lado da linha não era minha, deu a notícia para o Logan.
Tadinho.
Tadinho de todos nós.
De todos nós que perdemos nosso Diego com seus recentes 28 anos completados.
Seus sonhos interrompidos numa manhã agradável de Inverno.
O Tchê me buscou na terapia, com os meninos, deixamos o Téo, com seus 11 meses com minha sogra e partimos para o Hospital Municipal da M' Boi Mirim, nós 3.
Toda a familia estava lá,
Foram horas de espera da liberação do corpo.
Fui no bar onde ele trabalhava com meu pai, suas coisas, sua assinatura...
Um desconsolo sem fim.
Minha mãe, desesperada mas controlada, meu pai silencioso e derrubado.
Meus outros 2 irmão desconsolados...
Fui pra casa,
Sem fome, sem sentido.
O mais triste estava por vim, o velório, as centenas de pessoas, de amigos, a namorada...
Um cemitério bonito, meu irmão lacrado, com os dentes serrados , um fio de sangue escorrendo.
1º de Julho de 2014 um dia triste.
Mais um dia bonito, frio com sol sabe?
Triste, infinitamente triste....
O Logan gritava na hora do sepultamento, meu sobrinho da mesma idade, chorava quieto aos soluços,
o padre que rezou a missa chorava entre uma fala e outra.
A vida segue
Meus pais seguem
Fiz as pazes com meu irmão mais novo,
a pedido da minha mãe,
a pedido das coisas da vida...
Meu irmão mais novo assumiu o posto dele, ao lado do meu pai no bar.
Minha irmã está reformando a casa.
Nossos filhos estão crescendo
A gente continua cheio de sonhos
Mas tem um buraco que fica.
Uma dor que vem e nos amassa de saudade.
As vezes acho que estamos conversando aqui em casa.
As vezes sinto a presença dele,
pode ser bobagem, pode ser só um desejo muito grande de vê-lo.
Mas eu sinto, até reclamei pra ele, que fazia muito tempo que eu não via ele, ele deu de ombros.
Ele era sem dúvidas a minha paixão entre os irmãos.
Eu amava aquele menino.
Eu era a criança mais feliz quando ele nasceu.
Perdi um pedaço de mim
perdi aquela parte que só o Diego conhecia
que só ele interpretava
Quando alguém assim vai embora, uma parte da gente vai junto.
Nunca, nunca mais vou falar de filosofia, cinema e dos nossos pais com o Diego.
Só no meu desejo de revê-lo e ter aquelas longas conversas.
Amo meu irmão, meu coração é só saudade e um lamento.
Por que?
Por que Meu Deus?
Por que tão jovem?
Por que tão rápido?
Quase todos os Domingos, lembro que foi seu ultimo dia, sua ultima noite,
e penso na morte, penso no fim... Tento mudar de pensamento.
Porque inevitavelmente fico triste.
E nunca mais vou ouvira Raul Seixas como antes...
Nunca mais...
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| 1º Nascer do dia de 2015 Bom Retiro, SP. |
| Diego, natal de 2011 com minha mãe. |

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